{"id":1806,"date":"2022-01-11T19:59:25","date_gmt":"2022-01-11T19:59:25","guid":{"rendered":"https:\/\/icbas.up.pt\/clinicavet\/?p=1806"},"modified":"2022-03-31T18:57:45","modified_gmt":"2022-03-31T18:57:45","slug":"fiv-e-felv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/icbas.up.pt\/clinicavet\/2022\/01\/11\/fiv-e-felv\/","title":{"rendered":"FIV e FeLV"},"content":{"rendered":"<p>O <strong>v\u00edrus da imunodefici\u00eancia felina (FIV) e o v\u00edrus da leucemia felina (FeLV)<\/strong> acometem os gatos dom\u00e9sticos provocando doen\u00e7as graves. Os v\u00edrus t\u00eam uma a\u00e7\u00e3o direta, mas tamb\u00e9m indireta, j\u00e1 que afetam o sistema imune, tornando-o mais suscet\u00edvel a outras doen\u00e7as, infe\u00e7\u00f5es oportunistas e at\u00e9 a neoplasias. Atualmente n\u00e3o existe cura para nenhum dos dois v\u00edrus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A transmiss\u00e3o<\/strong> ocorre principalmente por mordeduras, lambeduras e contacto com urina, fezes e outras secre\u00e7\u00f5es corporais de gatos infetados. Embora com ligeiras diferen\u00e7as entre os dois v\u00edrus, a via placent\u00e1ria (entre as m\u00e3es e os beb\u00e9s) tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 de salientar que o FIV e o FELV n\u00e3o apresentam riscos para nenhuma outra esp\u00e9cie, incluindo a humana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os sinais cl\u00ednicos<\/strong> s\u00e3o muito diversos e variam consoante a fase da doen\u00e7a e o estado imunit\u00e1rio do gato em quest\u00e3o, podendo haver longos per\u00edodos assintom\u00e1ticos. Assim, podemos observar sinais mais gerais, como perda de apetite, prostra\u00e7\u00e3o ou febre, como tamb\u00e9m altera\u00e7\u00f5es mais suspeitas como anemias, estomatites (inflama\u00e7\u00f5es da boca), altera\u00e7\u00f5es oculares ou neurol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O diagn\u00f3stico<\/strong> faz-se essencialmente atrav\u00e9s de an\u00e1lises sangu\u00edneas e \u00e9 j\u00e1 muito rotineiro, tanto na cl\u00ednica veterin\u00e1ria como em laborat\u00f3rio. Ainda assim, dependendo de cada caso particular, pode ser necess\u00e1rio repetir o exame de cada animal para a confirma\u00e7\u00e3o do seu estado (portador ou livre de doen\u00e7a).<br \/>\n<strong><br \/>\nUma vez que n\u00e3o h\u00e1 cura, a preven\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental<\/strong>. Para isso, \u00e9 preciso reconhecer os fatores de risco (estado sexual inalterado, acesso \u00e0 rua, contacto pr\u00f3ximo com infetados, lutas e agress\u00f5es) e procurar evit\u00e1-los ou minimiz\u00e1-los. <strong>A vacina\u00e7\u00e3o contra o FeLV \u00e9 a \u00fanica que est\u00e1 dispon\u00edvel<\/strong>; n\u00e3o existe, por\u00e9m, a garantia de prote\u00e7\u00e3o total com a vacina, \u00e0 semelhan\u00e7a de in\u00fameras outras vacinas. Por fim, n\u00e3o menos importante, \u00e9 a identifica\u00e7\u00e3o dos animais efetivamente infetados atrav\u00e9s da testagem e a redu\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o a animais saud\u00e1veis \u2013 de acordo com fatores de risco referidos, estrat\u00e9gias como a esteriliza\u00e7\u00e3o, a separa\u00e7\u00e3o dos coabitantes, o confinamento dentro de casa ou a sa\u00edda \u00e0 rua em \u201ccondi\u00e7\u00f5es controladas\u201d, devem ser ponderadas. A <strong>testagem<\/strong> \u00e9, sem d\u00favida, crucial.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, no caso dos gatos, os medicamentos que existem para combater diretamente estes v\u00edrus s\u00e3o limitados. Apesar das m\u00e1s not\u00edcias, h\u00e1 sempre coisas que est\u00e3o ao nosso alcance implementar para os protegermos. Sobretudo no caso do FIV, com um bom maneio geral e o controlo pr\u00f3ximo da doen\u00e7a, \u00e9 poss\u00edvel atingir uma boa dura\u00e7\u00e3o de vida.<\/p>\n<p>Uma boa nutri\u00e7\u00e3o e um ambiente equilibrado, com baixa densidade de animais e sem fatores de stress, s\u00e3o muit\u00edssimo importantes para uma boa sa\u00fade. Ao fomentarmos a redu\u00e7\u00e3o do contacto com outros gatos, para al\u00e9m das vantagens j\u00e1 indicadas, tamb\u00e9m diminu\u00edmos a possibilidade de contra\u00edrem outras doen\u00e7as. O <em>check-up<\/em> regular, pelo menos semestral, \u00e9 indispens\u00e1vel num gato positivo para o FIV ou FeLV &#8211; com ele podemos detetar precocemente algum problema, sendo mais competente a a\u00e7\u00e3o do tratamento de suporte.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, para al\u00e9m da sua suscetibilidade particular, n\u00e3o podemos esquecer que estes gatos est\u00e3o ainda sujeitos a todos os outros problemas de sa\u00fade que atingem os gatos n\u00e3o portadores \u2013 o aparecimento de uma doen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 necessariamente relacionado com o agravamento da sua condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cada caso tem de ser avaliado individualmente e, com o devido apoio, \u00e9 poss\u00edvel proporcionar-lhes os melhores cuidados. Eles n\u00e3o merecem menos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roberta Martins Carreira, aluna finalista de MIMV<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O v\u00edrus da imunodefici\u00eancia felina (FIV) e o v\u00edrus da leucemia felina (FeLV) acometem os gatos dom\u00e9sticos provocando doen\u00e7as graves. 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